quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Filme sobre Bebês

 

Há algum tempo fiz um curso sobre Letramento infantil e assisti ao filme Babies. É um documentário muito legal e muito útil para futuras mamães. O filme mostra o desenvolvimento de 4 bebês de 4 nacionalidades e culturas completamente diferentes.  Vendo esse filme, percebemos a importância de se proporcionar um ambiente tranquilo e espaçoso para a criança se desenvolver.

"Babies (2010), filme dirigido por Thomas Balmès, é um documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano, Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino mongólico e Hattie é uma menina norte-americana.
Acompanhamos diversos momentos da vida das pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o espectador, como é comum com adultos contemplando infantes dessa tamanho e idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes."


Fonte do texto: http://teianeuronial.com/babies-resenha/#ixzz2ixd3jI7J
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Abaixo, o trailer do filme:



Uma estranha no ninho

Esse post é mais uma sessão desabafo.Por favor, não me levem a mal.

Confesso que desde quando descobri que estava grávida tive vergonha de contar para as pessoas. Tinha medo das críticas: "você é nova, mal casou, nem tem casa própria e um emprego e engravidou? Que inconsequente!"

Houveram sim, várias críticas, mas eu não imaginava que ouvir essas críticas seria o menos pior...

A todo momento as pessoas me perguntam: "E o bebê?", "E esse menino?" Sinceramente, não tenho resposta para essa pergunta... Dizer o quê? Se não estou com azia ou ele não está chutando, me sinto normal. Nada de diferente! Era para ter uma novidade diferente todo dia? Sinto muito, não tenho!

E o cerco de carinho e preocupação: "Cuidado!" " Você não pode fazer isso!"  "Não pode fazer aquilo!"  "Tal coisa vai prejudicar o bebê!"...

E os palpites: "Se eu fosse você, fazia isso!" "Fulana quando tava grávida, fez aquilo". "Aproveita que você tá grávida e faz isso!" "Sua barriga tá muito pequena, tem comer mais"!

Estou cercada de pessoas preocupadas com meu bem estar e curiosas em relação ao meu estado. Curiosas em parte, porque só é aceitável falar da parte boa. Não posso nunca dizer que está enchendo o saco ter enjoos ou azia, ou dor de cabeça ou ficar indo ao banheiro toda hora.  Não posso dizer que alguns chutes do bebê são doloridos ou que é muito incomodo quando ele pressiona minha bexiga. Sem contar também que não posso rejeitar comida. Na cabeça das pessoas, toda grávida come e deve comer muito. Eu nunca fui boa de garfo, não é por causa da gravidez que vou ser!

E ainda tem o outro lado bem mais difícil de lidar. Depois que engravidei, comecei a pesquisar sobre parto humanizado e outras coisas.  Só que esse assunto ainda é desconhecido para a maioria das pessoas. Todo mundo acha que estou querendo ser a mãe perfeita, que quero ter um parto impossível de se realizar porque é coisa de Gisele Bündchen....Enfim, criticam todas as minhas decisões. E eu nem sei porque! Não estou tentando ser perfeita porque a perfeição não existe. Mas quero ser uma boa mãe e estou buscando meios para isso. O que tem de mal nisso?

Não quero ser o centro das atenções nem impor meu monopapo de grávida para ninguém. Quero que as pessoas me tratem como antes! Não sou só uma barriga!
Mas ao mesmo tempo, queria poder falar sobre parto humanizado, amamentação, fraldas de pano,etc sem parecer que estou querendo me exibir e impor minhas ideias.

Nessa coisa de gravidez, todo mundo tem algo a dizer para a grávida, mas ninguém tem paciência para escutar o monopapo. Ser mulher é difícil, ser mãe é muito mais! E não é por causa da criança. É por causa das pessoas. Tudo o que fazemos é errado, tudo é criticado, condenado...
De repente, me vejo sozinha, distante de todo mundo... não quero ser aquelas mulheres casadas e com filhos que só sabem falar de bebê e marido. Queria poder ser mãe, mas ainda continuar sendo a Meiriele. Mas acho que isso não é possível!

Percebem, como é contraditório estar grávida? Nem eu consigo lidar comigo mesma!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Músicas para bebês

Olás!

Hoje vou falar de música para bebês. Já falei em outra postagem o quanto é importante para o desenvolvimento da criança ouvir música desde o ventre.  O bebê percebe os sons desde a 20ª semana de gestação. Já consegue distinguir a voz da mãe e outros sons familiares.  Alguns estudos indicam que se a mamãe escutar determinada músicas na gestação ,desde que essas seja agradável para a mãe, após o nascimento, o bebê é capaz de reconhecer e se acalmar com a música. 
As músicas recomendadas são normalmente músicas clássicas e canções de ninar, pois são mais calmas. Eu tente, só que não tenho muita paciência para ouvir esse tipo de música. Até gosto de algumas, mas a maioria não me agradou. Até que, pesquisando na internet, descobri uma coleção ótima: babies go. É uma coleção de clássicos do rock para bebês. Com adaptações de músicas de bandas consagradas como Aerosmith, AC/DC, Beatles, Queen, e muitos outros. Fiquei apaixonada e fui em busca de mais. Achei a coleção babies love que tem composições de Enya, Coldplay, Legião Urbana , entre outros.  Achei a coletânea Rock your babies composta de hits do rock brasileiro adaptada para bebês. Essa coleção foi lançada pelo Bruno Gouveia e o pessoal do Biquíni Cavadão no final do ano passado. Outra coleção bem conhecida no Brasil é a MPBaby que conta com Chico Buarque, Clube da Esquina, ritmos como forró, choro,clássicos infantis e outros. Essas coleções para bebês são ótimas!
Para quem é fã de alguma banda e quer que o filho também seja fã é uma bela maneira de iniciá-lo. Como eu que sou fã de Legião, mas estava achando um pouco pesado para o bebê. Eu escuto a versão para bebês que é linda e o Vladimir está amando!

Para dar um gostinho  vou deixar algumas músicas para vocês ouvirem:







Meu RH é negativo, e agora?

Quando fiz os primeiros exames de rotina descobri que meu sangue era O -. Ou seja, chances de eristoblastose fetal.
Eritroblastose fetal é uma doença hemolítica causada pela incompatibilidade do sistema Rh do sangue materno e fetal. Ela se manifesta, quando há incompatibilidade sanguínea referente ao Rh entre mãe e feto, ou seja, quando o fator Rh da mãe é negativo e o do feto, positivo. Quando isso acontece, durante a gestação, a mulher produz anticorpos anti-Rh para tentar destruir o agente Rh do feto, considerado “intruso”.
Uma vez produzidos, esses anticorpos permanecem na circulação da mãe. Caso ela volte a engravidar de um bebê com Rh positivo, os anticorpos produzidos na gravidez anterior destroem as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) do feto. Para compensar essa perda, são fabricadas mais hemácias, que chegam imaturas ao sangue e recebem o nome de eritroblastos.
O primeiro filho, portanto, apresenta menos risco de desenvolver a doença do que os seguintes, porque a mãe Rh- ainda não foi sensibilizada pelos anticorpos anti-Rh. No entanto, na falta de tratamento, esses anticorpos produzidos na primeira gestação podem destruir as hemácias do sangue dos próximos fetos Rh .

Levei os exames na consulta  seguinte e a médica solicitou que meu marido também fizesse o exame do fator Rh. Ele fez e deu O+.  Havia, então a possibilidade do Vlad ter Rh+. Foi solicitado outro exame: o coombs indireto.
A pesquisa de anticorpos anti-Rh por meio do teste de Coombs indireto é o principal exame a ser realizado durante o pré-natal de mãe com Rh negativo cujo parceiro é Rh positivo, ou que tenha recebido uma transfusão de sangue inadequado. Esse exame deve ser repetido mensalmente para verificar a existência de anticorpos anti-Rh.
Em caso positivo, a mulher precisa tomar uma dose de 300 mg de gamaglobulina anti-Rh, um concentrado de anticorpos que combate os antígenos Rh. A aplicação deve ser feita por via intramuscular após 72 horas do parto do primeiro filho, após aborto espontâneo ou induzido ou gravidez ectópica.

Meu exame deu negativo, isto é, não estou produzindo anticorpos. O que é um alívio! De qualquer forma, como medida preventiva, terei que tomar a dose de gamaglobulina anti- Rh.

O aconselhável e saber o seu tipo sanguíneo e o do pai da criança antes de engravidar para prevenir.
Para saber mais acesse o link: http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/incompatibilidade-sanguinea/

Exames comuns durante a gestação

Olá, meninas.

Na primeira consulta do pré-natal o médico solicita uma bateria de exames para ver se está tudo bem com a gestante. São eles:
  • Hemograma completo;
  • Grupo Sanguíneo e fator RH;
  • Anti-HIV ;
  • Rubéola IGG e IGM;
  • Toxoplasmose IGG e IGM
  • V.D.R.L (sífilis)
  • Glicose;
  • Urina rotina e Cultura de urina;
  • Anticorpos  Anti HCV ( Hepatitie C)
  • T4 livre e TSH (tireóide)
  • Citomegalovírus (herpes...)

E, claro, os ultrassons. Eles servem para detectar má-formações no feto e outros problemas da gravidez, saber o número de fetos e o sexo e também se é ectópica  (nas trompas) ou eutópica ( no útero).
O primeiro exame de ultrassom, solicitado antes das 12 semanas, para verificar a idade gestacional do feto. A chance de eficácia é maior antes de 11 semanas. Então quanto mais cedo fizer, melhor. Eu fiz com 7 semanas e a diferença para a idade gestacional de acordo com a data da última menstruação foi de apenas 3 dias.
É possível, e mais preciso, verificar a idade do feto de acordo com a data da última menstruação. Como é muito difícil saber o dia exato em que o óvulo foi fecundado, os médicos convencionaram calcular a idade gestacional a partir da última menstruação, assim a data do parto será 40 semanas depois desse dia, com uma margem de erro de duas semanas para mais ou para menos, isto é, entre 38 e 42 semanas.
Mas quando as mulheres não sabem ao certo quanto foi a última menstruação é mais garantido confiar na ultrassom.

Os outros três ultrassons solicitados são:
Transluscência nucal:
A Translucência Nucal é medida durante a ultra-sonografia realizada entre a 11a e 13a semana gestacional. A ultra-sonografia geralmente é abdominal, mas se a medida não for possível, pode ser necessária a realização da ultra-sonografia transvaginal.  Se houver um acúmulo excessivo de líquido na região da nuca do feto, aumenta o risco do bebê ter uma alteração cromossômica, mal-formações ou alguma síndrome genética.
Vale ressaltar que a TN não faz o diagnóstico, isto é, não oferece certeza absoluta, mas revela um risco grande daquele feto que está com acúmulo de líquido na região da nuca apresentar alguma alteração. Lembre-se que fazer um diagnóstico de alguma alteração precoce é fundamental para a realização de um tratamento o mais breve possível. (Extraído de guia do bebê uol)

Esse exame normalmente detecta a existência de síndrome de down, mas o exame não é suficiente para detectar a doença, sendo necessária fazer outros exames para ter certeza. A eficácia desse exame é baixa e o acontecem muitos casos de falso positivo.
Não considero esse exame muito confiável. Serve mais para aumentar as preocupações do que para saciar!
Eu não fiz e até o momento não fez diferença nenhuma!

Morfológico:
Quando realizado no período entre 11-14 semanas, a via de acesso é preferencialmente via transvaginal, podendo ser eventualmente por via transabdominal. Quando realizado no período entre 18-24 semanas, a via de acesso é via transabdominal, mas para a avaliação do colo uterino o exame é feito via transvaginal.

Por ser mais detalhado, o exame é mais demorado que os outros, pois são verificados: o número de fetos, a localização da placenta, a medida do colo uterino e toda a Morfologia Fetal (Pólo Cefálico, Cérebro, Face, Coluna, Nuca, Tórax, Coração, Abdome, Aparelho Genito-Urinário, Extremidades, etc).
Além disso, dependendo da fase em que é realizado, também são identificados os seguintes parâmetros:

Quando realizado no período entre 11-14 semanas é feita a identificação e a avaliação do saco gestacional, a principal datação da gestação (que será utilizada como referência para toda a gestação) e o comprimento do feto (CCN).

E quando realizado no período entre 18-24 semanas, é realizada a Avaliação do Volume de Líquido Amniótico, do grau placentário e na Morfologia Fetal é analisado também o Trato Gastro-intestinal e a atividade e ritmo cardíaco. (Extraído de clicprovida)

Eu fiz com 21 semanas e graças a Deus está tudo ok! O mais importante de todos é o morfológico no segundo semestre

Ultrassom com doppler no final da gravidez:

A Ultrassonografia Doppler é utilizada principalmente no final da gestação (26ª a 38ª semanas) e não representa risco para a grávida e seu bebê. Com ele é possível avaliar, por exemplo, a condição de nutrição do bebê. Um exame Doppler é justificado por:
  • Suspeita de crescimento reduzido ou interrupção do crescimento do bebê;
  • Quantidade reduzida de líquido amniótico;
  • Situações anormais da frequência cardíaca fetal;
  • Suspeita de defeito do coração/enfermidades do coração;
  • Suspeita de má-formação ou enfermidade da criança;
  • Incompatibilidade de grupos sanguíneos;
  • Enfermidade da mãe causada pela gravidez, por exemplo, alta pressão sanguínea, pré-eclâmpsia, Diabetes Mellitus, enfermidade renal, determinadas infecções como rubéola;
  • Parto prematuro em uma gestação anterior;
  • Gestações de múltiplos.

O que pode ser avaliado pela ultrassonografia Doppler?

Em cada exame de Doppler é avaliado inicialmente o crescimento do bebê, a quantidade de líquido amniótico e o amadurecimento da placenta. Em seguida, os médicos medem o fluxo sanguíneo nos vasos do bebê, por exemplo, aorta, vasos cerebrais, cordão umbilical e o comportamento da circulação nos vasos do útero.
O exame fornece conclusões sobre condições de deficiências agudas ou crônicas da nutrição do feto e sobre a função da placenta. (Extraído de letsfamily)

Espero ter esclarecido alguma coisa para as futuras mamães.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Parir? Você é louca?

Há cerca de 100, 200  anos as mulheres pariam em casa, acompanhadas de uma parteira e de outras mulheres que já tiverem filhos. Elas não sofriam nenhum tinha tipo de intervenção médica, aliás, o médico  nem estava presente nessas horas. É claro que acontecia de algumas mulheres ou seus filhos morrerem por causa de complicações durante o parto ou simplesmente por falta de higiene.  Há cerca de 50 anos é praticamente impossível imaginar uma mulher ganhar um bebê sem a ajuda "preciosa" do médico. E o parto mais comum é o cirúrgico,  a chamada cesariana. Uma operação em que sete camadas do corpo são cortadas, a mulher é amarrada e nem tem direito de segurar seu filho, dentre outras coisas horríveis. A maioria das mulheres passam por essa cirurgia desnecessariamente e saem delas profundamente traumatizadas.
Hoje em dia, as mulheres engravidam e passam a maior parte do tempo se preocupando com roupinhas, berço e artigos de bebê.  Chegam ao final da gestação cheias de medo e insegurança e sem nenhuma informação. Tudo o que ela já ouviu falar sobre o parto é que dói muito, ou que fulano sofreu muito, quase morreu e coisas piores. As mulheres morrem de medo da dor do parto. Assim, quando o tão temido parto chega elas aceitam qualquer sugestão médica para aliviar a dor. Elas e o bebê voltam para casa cheio de problemas de saúde, mas são gratas ao médico eternamente por ter salvado a vida deles.
Aí chega alguém e fala que quer ter um parto natural, humanizado. As outras mulheres a acham louca, sonhadora, não sabe o que está dizendo. Não conseguem nem imaginar essa possibilidade! Estranhamente, é normal ter filho, mas não é normal parir. Isso mesmo: PARIR. Essa palavra é considerada grosseira, pejorativa. Algumas mulheres não aceitam que falem que elas pariram uma criança, o correto é "dar a luz." Claro, pois a primeira coisa que os bebês veem é a luz da lâmpada  do hospital.
Eu não tenho medo da dor! Tenho  cólicas desde os 12 anos de idade. Doeu pacas para perder a virgindade. E agora, durante a gravidez , sinto dores na barriga, senti dores de cabeça fortíssima e aguentei tudo, pois grávida não pode tomar remédio. E isso tudo, de uma certa forma, aconteceu/ acontece para preparar a gente para dor do parto. Parir é um ato fisiológico, meu corpo foi moldado para isso! Sei que eu, assim como qualquer mulher, tem capacidade para fazer isso!
Não estou seguindo modinha, não estou sendo sonhadora ou bitolada. Como mãe eu quero o melhor para o meu filho. E eu sei que uma cesariana não é o melhor para ele. Quero sim um parto natural, humanizado! E tenho dito!