quarta-feira, 21 de maio de 2014

Gravidez: lado A x Lado B

Olá, pessoas!



Lado A x Lado B



Hoje vou contar um pouquinho das coisas que eu gostei e das coisas que eu não gostei nessa gravidez.
Vamos começar do inverso: primeiro vou falar o lado B, isto é, o lado ruim e depois vou falar do lado A, o bom.
  • Os tão famosos sintomas da gravidez: enjoo, dor de cabeça, azia, dor nas costas, falta de ar, peso na bexiga e dor na sínfise púbica.
  • Inconstância emocional. Ora você está super alegre e de repente, caí numa enorme depressão. As mudanças hormonais deixam a gente com o sentimento a flor da pele. As oscilações de humor são constantes e tudo afeta a gente bem mais do que antes. Sem contar a ansiedade. Agora, na reta final, estou bem assim: ansiosa, nervosa, mal humorada, chorona. Nem eu estou me aguentando!
  • Se sentir sozinha. Não estou falando de não ter companhia, mas sim de se sentir incompreendida. As pessoas não entendem minha opção pelo parto natural. Algumas riem, debocham, umas me chamam de louca e outras acham que estou seguindo modinha. E ficar explicando minhas decisões, mostrando as evidências do parto natural, etc. tem me desgastado muito!
  • Ser "patrimônio público". Esse definitivamente é o pior de todos! Estou me sentido uma peça em exposição. Todo mundo acha que pode me abraçar, passar a mão na minha barriga, me fazer um monte de perguntas e me dar um monte de conselhos. E não estou falando de amigos e familiares, estou falando de ilustres desconhecidos! Ontem mesmo no supermercado uma senhora me abraçou e disse:" tá quase chegando, né? Que maravilha!" Fiquei em estado de choque! Não tinha a mínima ideia de quem era a mulher e ela já foi logo me abraçando! E essa não é a primeira vez! É só sair na rua que aparece uma doida com a mesma atitude! Sem contar os olhares. Tem tanta grávida na rua, mas parece que eu sou a única porque ficam me olhando o tempo todo. As pessoas me olham e depois começam a falar de gravidez com quem tá do lado! E as perguntas! Não posso ficar mais de 1 minuto parada no mesmo lugar que já começam a fazer as incansáveis perguntas: já sabe o sexo? é menino, né? tá de quantas meses? vai ganhar quando? como vai ser o nome? é o nome do pai? engordou só a barriga, né? que barrigão, vai ser um meninão! e blá, blá, blá. Confesso que estou esgotada! Perdi até o animo de sair na rua!

Agora, deixando o baixo-astral de lado, vamos falar das coisas boas:

  • No meu caso, ter engordado mais de 10 kilos foi óoootimo! Estou me sentindo muito bonita grávida. Estou achando até meu cabelo e minha pele mais bonitos! Sem contar que eu amo ficar olhando para o meu barrigão, rsrsrs! Nesse sentido, engravidar fez muito bem para a minha autoestima!
  • Receber elogios e ser paparicada. Confesso que ainda acho estranho a preocupação das pessoas comigo e a atenção redobrada. Mas não vou negar que é muito bom ser mimada: ter pessoas te ajudando a carregar sacolas pesadas, ter carona, ter prioridade nas filas,etc. E que mulher não gosta de elogios? O maridão todo dia fala que eu estou linda, vários pessoas também já falaram. Fico toda inflada, é claro, né. Isso é um fato inédito na minha vida! kkkkkk
  • Sentir o Vladimir mexendo. Nunca imaginei o quão bom é sentir esse brotinho crescendo dentro da gente. Cada chutinho,remexida, soluço... cada movimento dele é uma sensação mágica. É sobrenatural sentir uma vida dentro da gente. E a sensação de nunca estar sozinha! Dá vontade de sentir isso para sempre! É de longe a coisa mais maravilinda da gravidez. Tenho certeza que quando ele sair, vou sentir falta!
  • Estreitar os laços com a minha mãe. Agora que também sou mãe (ou quase), passei a compreender bem mais as escolhas da minha  mãe em relação a minha criação e de meus irmãos. Agora entendo as preocupações e exigências exageradas dela. Engravidar fez com que a gente se aproximasse mais e só tenho a agradecer ao meu filho por esse "milagre"!
  • Descobrir a mim mesmo. Engravidar me levou a grandes descobertas. Descobertas, essas, que mudaram minha forma de ver o mundo e de agir sobre ele. Muitas coisas foram se encaixando e passando a fazer sentindo na minha cabeça durante a gravidez. Me sinto muito mais forte e melhor comigo mesma! Outra coisa da qual serei eternamente grata ao Vlad!
Isso é tudo pessoal! ;)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Em qual maternidade eu vou parir?

Olá, pessoas!

Assim que fiquei grávida, alguns familiares e amigos me incentivaram a fazer um plano de saúde para ganhar meu bebê em hospital particular. O plano que eu tenho é muito simples e não cobria partos. Então, fui à pesquisa, atrás de planos particulares. Pesquisei o plano de saúde da UNIMED e  plano de parto do Hospital Santa Fá e Maternidade Otaviano Neves.  Parir por esses hospitais não saia por menos de 3 mil reais. Apesar do valor não ser acessível para mim, estava disposta a pagar, pois parir no SUS parecia arriscado demais. Que engano! Aprofundando minhas pesquisas, vi que os hospitais particulares só atendiam as emergências se você pagasse os extras que o plano de parto não cobria. A quantidade de reclamações era imensa no Reclame aqui.
Aí, depois comecei a pesquisar sobre parto humanizado e vi que não havia essa possibilidade em hospitais particulares. Mesmo que eu pagasse pelo parto normal, no fim acabaria desembolsando o dinheiro da cesárea e aí se meu filho ou eu tivesse alguma complicação!
Fui pesquisar os hospitais do SUS. Pela região onde moro só tinha duas opções: Risoleta Neves e Sofia Feldman. Já tinha ouvido falar muita coisa ruim e muita coisa boa sobre os hospitais. Até que pesquisando sobre o Sofia Feldman, achei na internet um relato de parto lindo que tinha acontecido lá. Não tinha mais dúvidas! Era lá que eu ia parir! Depois, as informações que obtive só fizeram aumentar minhas boas impressões. 

Visitei o hospital Sofia Feldman no feriado de Páscoa. Sim, vocês podem visitar a maternidade, conhecer todas as instalações e tirar suas dúvidas sobre o local. Mas é bom ir em dias úteis que é quando tem as doulas voluntárias para te acompanhar. Me apaixonei pelo lugar! Os quartos tem nome de mulheres importantes e a maioria é equipado com banheira, chuveiro, bola de pilates e banqueta de parto. E se você quiser um parto natural, tem a casa de parto David Capistrano Filho. É excelente! E pelo que sei, o hospital Risoleta Neves também possui quartos com banheira, chuveiro, bola de pilates e banqueta de parto. E ambos hospitais contam com doulas voluntárias para auxiliarem as mulheres no trabalho de parto. Você pode não acreditar, mas ter o seu bebê pelo SUS é melhor que pelo hospital particular. Os hospitais públicos são obrigados a cumprir a taxa de no máximo 20% de cesáreas por hospital e procuram respeitar todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde para um parto respeitoso. Os hospitais particulares não são obrigados a prestar contas do seu serviço e como tudo que é particular, o lucro é mais importante. Sem contar, que o Sofia Feldman possui a maior uti neonatal do país. Seu bebê com certeza estará em boas mãos!

Uma pesquisa feita em 2012 mostra as taxas de cesáreas dos hospitais de BH. Retirei a imagem do blog Dádádá http://vilamamifera.com/dadada/.
As colunas laranjadas representam os hospitais particulares e as colunas de azul representam os públicos.
O Sofia apresenta 25% e o Risoleta 22,4%  de cesáreas, bem mais próximos da recomendação da OMS que os hospitais particulares!





















E quem quiser saber mais sobre o hospital Sofia Feldman é só assistir o vídeo abaixo:



Você encontra outras informações no site:http://www.sofiafeldman.org.br/2011/09/01/sofia-e-a-maternidade-que-mais-assiste-parto-em-minas/
Se você é de BH, vale a pena fazer uma visitinha ao hospital.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Algumas reflexões sobre a perda do protagonismo feminino

Olá, pessoas!

Nos últimos meses andei pesquisando muito sobre parto e li alguns livros que falam sobre o poder que a mulher tinha nas sociedades antigas e como ela perdeu esse poder ao longo da história. Cada vez que eu penso nisso, fico super revoltada! Há tempos queria ter escrito sobre isso, mas estava evitando, pois sabia que era uma assunto complexo e que exigiria muito de mim. Hoje, finalmente, resolvi escrever algumas conclusões as quais cheguei. Sei que posso estar errada e muita gente não vai concordar comigo, mas é o que penso no momento.

Refletindo um pouco sobre nossa história. Sobre o patriarcado e sobre o feminismo, percebemos o quão inconveniente é para uma mulher hoje em dia ter filhos.
A fisiologia feminina permite a ela dar a luz e, como consequência, seu emocional, instintivamente, é moldado para esse evento. Os ciclos femininos (menstruação, período fértil, gravidez, parto) é o que torna a mulher diferente do homem. Para que os homens pudessem mandar, criou-se a ideia de que a mulher era inferior por viver presa aos seus ciclos. A menstruação é vista como algo sujo, que deve ser escondido. Mulher nenhuma gosta de menstruar e praticamente nenhuma sabe lidar com esse momento. Todos temem a terrível TPM. Depois vem a virgindade. De acordo com o patriarcado, a mulher tinha que se manter virgem e ser fiel  para garantir que os filhos gerados fossem realmente do marido. A grávida era isolada do convívio, o parto realizado as escuras... A igreja católica foi a principal propagadora do patriarcado. A virgem Maria que concebeu sem pecado. Ela não podia ter tido relações sexuais com um homem de carne e osso para que fosse assegurado que o filho em seu ventre fosse realmente de Deus. Balela! A trindade (o pai, o filho e o espírito santo) não tem sua principal figura: a mãe.  E inúmeros outros exemplos...

Para as feministas terem direitos iguais aos dos homens, poderem trabalhar e ter liberdade sobre o próprio corpo não é conveniente ter filhos. A criança te impede de trabalhar e você deixa de ter controle sobre seu corpo. É o que torna óbvia as diferenças entre homens e mulheres! Por isso, vemos as feministas lutando em favor do aborto, mas não vemos elas lutando pelo direito de mulheres serem protagonistas do seu parto.

Até o século XIX as mulheres pariam em casa na companhia de outras mulheres, as parteiras. O parto não era visto como doença, mas como um evento fisiológico.Com a chegada dos médicos, em sua maioria homens que não entendem nada dos ciclos femininos, muita coisa mudou: a gravidez e o parto passaram a ser vistos como doença e a mulher como paciente. Sei que muitos vão dizer que muitas mulheres e bebês morriam antigamente por complicações na gravidez e parto. No entanto, hoje em dia, com acompanhamento médico tão rígido, as mulheres e os bebês continuam morrendo. Vemos com frequência casos assim nos jornais e todos conhecem pelo menos um caso de alguma vizinha ou parente em que a mulher ou o bebê morreram. As intervenções médicas somente mudaram a causa das mortes.

Antigamente a mulher escolhia em qual posição parir, preferencialmente na vertical pois contavam com a força da gravidade. Hoje em dia é obrigada a parir deitada, com os órgãos comprimidos, menor circulação sanguínea, bacia estreitada e sem conseguir fazer força. Mas a mulher estando deitada é mais fácil e para  o médico ver o que está acontecendo e assim poder intervir!
Eu poderia citar mais um monte de exemplos, mas vou ficar só nesse, pois é o mais básico de todos. Só por esse exemplo é possível perceber o quanto a mulher não tem voz nenhuma ao parir!
Engravidar e parir  hoje em dia, é uma luta imensa. É lutar contra um sistema patriarcal que ao invés de ter sido derrubado pelo feminismo, infelizmente, ganhou mais forças!

As mulheres que querem parir naturalmente hoje em dia, lutam contra um gama imensa de crenças, mitos infundados e propagados a torto e a direito por qualquer um. Gravidez não é um assunto que circula em qualquer mesa de buteco ou é tratado em qualquer novela. Pelo menos não da maneira correta. E quando tentamos falar com as pessoas a respeito disso, são poucas as que querem ouvir.
 É um caminho solitário!

Eu acredito que parte fundamental  da igualdade de direitos é reconhecer as diferenças entre homens e mulheres e valorizá-las enquanto tal. Tentar igualar homem e mulher só gera mais preconceito! A mulher tem que conquistar seus direitos na sociedade, sem se privar de sua essência feminina. Por isso, defendo o parto humanizado. O parto que eu defendo é o parto em que a mulher é protagonista e tem seus direitos respeitados.

Chá de bebê do Vladimir

Olá, pessoas!


Saudades! Tem muito tempo que eu não escrevo... Mas é que tenho dado prioridade a outras coisas...

Vamos as novidades. No dia primeiro de maio foi o primeiro chá de bebê do Vladimir. Digo primeiro porque ainda farei outro.Organizei, junto com uma amiga, um piquenique para comemorar a chegada do Vlad com algumas amigas da faculdade. Vou formar esse semestre e fazia tempos que não me encontrava com as amigas. Então juntei o útil ao agradável: elas puderam ver a barriga  e me encontrarem antes das aulas acabarem. Com essa coisa de copa, o mês de maio é o último mês letivo do semestre. E na correria do final de semestre não dá para fazer nada além de estudar, né. Em suma, era minha última chance de reencontrá-las antes do bebê nascer. E foi MARAVILHOSO!
O melhor chá de bebê que Vladimir e eu poderíamos ter! SENSACIONAL!
Só tenho a agradecer o carinho de todas elas. Foi um momento muito especial!

Segue algumas fotos para vocês curtirem!


 Todas colocaram balões debaixo da roupa para simular uma barriga de grávida. Adivinhem em qual dessas está o Vladimir? kkkkk
                            Euzinha abrindo os presentes!


                                Os comes e bebes!


As amigas todas reunidas com a lembrancinha que dei a elas. Fiz uma fraldinha de crochê e um cartãozinho com a frase de Vladimir Nabokov: "Uma boa gargalhada é o melhor pesticida que existe!"


O outro chá de bebê que eu havia falado, na verdade pode ser chamado de Chá de bem-nascido porque só vou fazer quando o Vladimir nascer.
Antigamente não existia chá de bebê com a mulher ainda grávida. Não fazia sentido comemorar a chegada de um bebê sem ele ter chegado, hehehehe. E também não tinha como saber o sexo, então era preciso esperar o nascimento para dar os presentes.
Várias pessoas já disseram que vão me visitar depois que ele nascer. E, particularmente,  não quero ficar recebendo um  monte de visitas no puerpério.  É uma fase delicada e não terei  paciência para fazer sala para as visitas. Então, achei melhor reservar uma única data para que todos possam conhecer o Vladimir. Assim que ele nascer, programarei uma data para o chá e chamarei todos. E também a ideia de pedir um presente específico para cada pessoa me incomoda demais. Como o enxoval já está completo, as pessoas não terão obrigação de dar presentes. O chá vai ser mesmo para apresentá-lo as pessoas. Bem mais conveniente!

Isso é tudo, pessoal!