Essa questão da maternidade é um tema complexo... De certa forma, a sociedade impõe que toda mulher casada tenha ao menos um filho. As mulheres que não podem ter filhos são vistas como coitadas e as que escolhem não ter são vistas como egoístas. Para quem estudou um pouco mais de história, sabe que o amor materno é mais um mito criado no século XVIII, assim como o amor romântico. A prova de que muitas mulheres não possuem esse tal amor materno está aí nas ruas para qualquer um ver. Várias crianças abandonadas, maltratadas e abusadas. Eu não acho que todas as mulheres devam ser mães, apenas as que realmente querem. E as que não querem, não devem ser mal vistas.
Enfim....
Eu sempre quis ser mãe. Sempre mesmo. Depois dos meus 16 anos esse desejo foi só aumentando até eu , finalmente, engravidar. Por mais que eu quisesse muito ter um filho e aparentemente não tivesse nada que me impedisse, senti medo da reação das pessoas. Sabia que as pessoas iam falar que eu era muito nova e não tinha condições financeiras suficiente para ter um filho. Que a partir de agora eu não ia ter tempo para nada. Que filho é só problema entre outras coisas... blá,blá,blá...
Além da preocupação desnecessária com a opinião das pessoas ainda tinha o medo de não ser uma mãe carinhosa. Quem me conhece sabe que não sou muita afetiva. Ás vezes sou grossa mesmo! Eu via minhas colegas se derreterem toda ao ver um bebê, mesmo que por fotografia. Aquela babação em cima de qualquer criança. E para mim, ver um bebê, uma criança ou qualquer coisa relacionada a elas era indiferente. Eu sei que é contraditório: querer ser mãe e não dar bola para bebês e crianças. Eu sou mesmo contraditória! Rsrsrs E fiquei pensando, será que não conseguirei ser carinhosa com meu próprio filho? Isso me deixava apreensiva.
Aí eu resolvi rever meu seriado favorito: Sex and the city. Nele, a personagem Miranda, advogada workholic inveterada, engravida de forma inesperada do ex-namorado. Ela tinha ovário preguiçoso e ele apenas um testículo, ou seja, as chances de engravidar eram mínimas. Só que não! Ela não demonstra nenhuma afeição pela criança durante a gravidez. No chá de bebê ela quase deixa a criança de uma colega cair e quando ela descobre o sexo do bebê não esboça nenhuma reação. Mas o bebê , aos poucos, vai conquistando a mãe. Ver a transformação que a criança faz nela ao longo da série é simplesmente lindo!
E eu me sinto assim agora: transformada! O Vladimir amansou meu coração assim como o Brady amansou o da Miranda! Não me sinto mais depressiva, frustrada, nervosa... Me sinto calma e feliz. A cada tremidinha, cada chute do Vladimir na minha barriga alguma coisa acontece no meu coração... uma coisa que me deixa cada dia mais alegre e mais forte. Sinto que posso ser mãe, uma boa mãe, uma mãe que ama muito seu filho e é capaz de qualquer coisa por ele!É.... pode ser que esse tal amor materno realmente exista...
2 comentários :
Que postagem mais linda, amiga.*-*
Sim, o amor transforma e faz com que o coração da gente exploda e transborde, parece mágica, né? :)
Acho que nem preciso dizer o QUANTO eu estou feliz com toda a sua felicidade e por ter partilhado com vc momentos importantes da sua gravidez (desde o início MESMO ne? ❤).
Não tenho dúvida NENHUMA de que você será uma ÓTIMA mãe! Que vai dar o seu melhor sempre e vai cubrir o Vlad de amor!
Estarei sempre aqui para o que for preciso. Te amo.
(e o melhor foi que li ao som da trilha sonora do filme "Up - Altas Aventuras. Esse filme sempre me emociona, principalmente o início, mostrando o amor infinito do Carl e da Ellie ❤)
Obrigada, Flah por estar sempre comigo e me apoiar!
Que trilha sonora mais linda, hein. <3
Postar um comentário
Olá, mamãe. Deixe aqui seu comentário: